• 11 de Dezembro de 2019
  • Comentário(s)

Lidando com a acessibilidade em condomínios

Lidar com a acessibilidade em condomínios é uma questão complexa para muitos síndicos. Afinal, grande parte das edificações são antigas e ainda tem o problema de alguns condôminos pensarem que se o condomínio não possui nenhum portador de necessidades especiais, ele não precisa investir nisso.

Porém, não é bem assim. Além de não podermos pensar dessa maneira, isso inibe até mesmo a compra de um imóvel por um morador nessas condições. Vale ressaltar também que o condomínio deve estar preparado para receber não apenas moradores, mas também visitantes e outras pessoas de fora.

Elaboramos este artigo pensando em ajudar você a entender melhor esta questão tão importante: a acessibilidade. Aqui, será possível compreender o que ela significa e como lidar com cada caso. Acompanhe!

O que é acessibilidade?

Provavelmente, ao falar em acessibilidade, a primeira coisa que vem a sua cabeça são rampas de acesso. Sim, elas também fazem das adaptações utilizadas dentro deste termo, mas não é só isso.

A acessibilidade vai muito além de adaptações físicas voltadas para portadores de necessidades especiais. Ela consiste também em uma compreensão social de que essas pessoas enfrentam barreiras todos os dias e necessitam de maior atenção para alcançarem sua autonomia.

O artigo 53 da Lei nº 13.146, também conhecida como Lei Brasileira de Inclusão, traz a seguinte definição:

Art. 53.  A acessibilidade é direito que garante à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social.

Por isso, a acessibilidade não é voltada apenas a deficientes físicos, mas também para pessoas que possuem capacidades intelectuais e mentais reduzidas.  

O que diz a legislação sobre a acessibilidade em condomínios?

Em relação à acessibilidade nos condomínios, pode-se considerar a Constituição Federal como sendo a que rege esses espaços, uma vez que, de acordo com ela, todos os cidadãos devem ter seus direitos sociais garantidos. Assim, ninguém pode passar por constrangimentos apenas por possuir uma limitação menos comum.

Há também a Norma NBR 9050 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) voltada para a acessibilidade. Ela oferece instruções para as adaptações em construções civis.

Como lidar com ela em cada caso?

A seguir, vamos abordar como lidar com alguns casos em que a pessoa necessita de cuidados maiores com a acessibilidade. Veja:

Cadeirantes

Oferecer ao cadeirante para ser carregado, pois não há acessos adequados para ele passar pode ser um ato desrespeitoso e até mesmo gerar constrangimentos. Por isso, os condomínios devem contar com rampas de acesso, elevadores, largura das passagens adequadas, banheiros acessíveis, entre outros. Além de que o síndico e funcionários deve respeitar suas vontades e ser empático.

Deficientes visuais

Deficientes visuais podem ter dificuldades de se deslocar dentro do condomínio. Desse modo, recomenda-se a instalação de faixas no piso com textura e cor diferenciadas, signos em braile nas botoeiras do elevador, comunicação auditiva dentro dele também para que a pessoa possa identificar o andar onde está.

Idosos

Alguns idosos também possuem a locomoção mais debilitada, além de serem mais frágeis, muitas vezes. Assim, faz-se necessário tomar os mesmos cuidados citados anteriormente em relação à infraestrutura. Mas também, é preciso se atentar aos avisos quando o piso estiver molhado e até aos produtos químicos usados. Isso porque, uma queda para essas pessoas pode ser mais perigosa ainda.

Autistas

Poucas pessoas sabem, mas quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) também necessita de adaptações físicas para suas necessidades. Isso porque, em geral, eles são bastante visuais, sensíveis a barulhos e à cores fortes, além de poderem apresentar algumas dificuldades de comunicação.

Desse modo, é importante que o condomínio invista em paredes de cores mais neutras, luzes amenas, ofereça orientação aos condôminos sobre barulhos de forma mais eficaz e coloque uma melhor sinalização no espaço. Exemplo: utilização de imagens ou pictogramas que sejam simples e claros favorecem a circulação autônoma dos autistas que possuem este problema com a comunicação.

Caso presencie alguma crise, mantenha a calma, não tente uma aproximação forçada e deixe que os responsáveis ou pessoas próximas a ele cuidem da situação.

Mesmo com limitações físicas ou intelectuais, os portadores de necessidades especiais merecem respeito, afinal, são serem humanos. Por isso, além de investir na acessibilidade em condomínios, é preciso que o síndico treine seus funcionários para lidar com as situações e seja o mais empático possível para entender os enfrentamentos aos quais essas pessoas passam.  

Se você achou este conteúdo útil, não deixe de o compartilhar em suas redes sociais e divulgá-lo aos seus amigos!


Comentários