• Daniel Nahas
  • Diretor
  • 14 de Agosto de 2018

  • Daniel Nahas
  • Diretor
  • 10 de Julho de 2018

 

Há alguns anos, contar com uma portaria física no condomínio era sinal de luxo e requinte. Apenas os prédios com arrecadações mais expressivas possuíam guaritas e vigias que proviam segurança e comodidade aos moradores. Porém, em virtude da insegurança vivida em nosso país, a concepção de luxo foi alterada para necessidade

Atualmente tornou-se imprescindível cuidar da segurança do condomínio. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de 2016 para 2017, houve um aumento de 172% nos furtos e roubos a condomínios. Por isso, a grande maioria dos lançamentos das construtoras já prevê na concepção de projeto a área destinada aos porteiros - a guarita.

O tempo avançou, os direitos trabalhistas aumentaram e com isto o custo com a mão de obra se tornou o grande vilão, representando em média 50 a 60% da despesa condominial. E para piorar ainda mais este cenário, a crise financeira que assola o país nestes últimos anos estrangulou a renda familiar dos brasileiros, que viu ser de extrema relevância a diminuição da taxa condominial. Mas como dispensar os porteiros e ao mesmo tempo manter o nível de segurança? Pensando nisso, uma grande novidade chegou ao mercado, a portaria remota ou virtual.

A ideia é simples e engenhosa: substituir porteiros presenciais por agentes que, de maneira remota, abrem e fecham portões e garagens – além, é claro, de ficar de olho 24 horas no condomínio por meio de câmeras que mostram imagens em tempo real. O condomínio paga uma taxa mensal à empresa que presta o serviço de portaria virtual e a redução de custos pode chegar a mais de 50%, dependendo do local e particularidades. Outras vantagens são a eliminação de potencial de passivo trabalhista e o constante treinamento e avaliação da mão de obra que atende pela empresa contratada.

Porém, o grande contraponto desta opção é a perda de comodidade que um porteiro traz. Uma delas é o recebimento de correspondência pesada, por exemplo, que pode ser recebida com tranquilidade e posteriormente repassada ao respectivo morador, obviamente se o condomínio não contar com outro funcionário. Além disso, em alguns casos, ele também pode fazer o controle da agenda no condomínio, o que ajuda no controle do salão de festas, por exemplo. Outro grande benefício do porteiro é o fato de que a comunicação entre os moradores é reforçada. Isso, porque ele pode ajudar a repassar informações importantes para os moradores, como intervenções de energia e água, por exemplo. Assim, é possível evitar aquela situação onde algum imprevisto acontece no prédio, e ninguém está disponível para prestar os devidos esclarecimentos aos moradores. E não menos importante, em situações emergenciais tais como interrupção de funcionamento do portão, vazamentos e primeiros socorros, o porteiro pode ser o primeiro agente a prover solução.

Portanto, antes de optar por uma mudança tão radical, que muitas vezes está relacionada à cultura dos condôminos, comece pela redução gradativa da mão de obra, avaliando com isso o resultado obtido. Se a mudança for bem aceita, o condomínio estará pronto para dar o próximo passo, a contratação da portaria virtual.